terça-feira, 1 de março de 2016

A tradição do bacalhau em Portugal e no Brasil

Você tem ideia de como começou o consumo de bacalhau em Portugal ou no Brasil?

O bacalhau chegava a Portugal de várias formas. Até o meio do século XX, os próprios portugueses aventuravam-se pelos perigosos mares da Terra Nova, no Canadá, para a pesca do bacalhau. Nos finais do século XIX, as embarcações portuguesas enviadas à pesca do bacalhau eram de madeira e à vela, sendo praticada a pesca à linha. 

Tratava-se de uma prática muito trabalhosa, apenas rentável em regiões onde abundava o peixe. Este tipo de pesca era praticado a partir dos dóri: pequenas embarcações de fundo chato e tabuado rincado, introduzidas em Portugal nos finais do século passado.


Na pesca do bacalhau, tudo era duplamente complicado. Maus tratos, má comida, má dormida. Trabalhavam vinte horas, com quatro horas de descanso e isto, durante seis meses. A fragilidade das embarcações ameaçava a vida dos tripulantes. Quando chegava à Terra Nova ou Groenlândia, o navio ancorava e largava os botes. Os pescadores saíam do navio às quatro da manhã e só regressavam à mesma hora do dia seguinte, com ou sem peixe e uma mínima refeição: chá, pão e peixe frito. No navio, o bacalhau era preparado até às duas ou três da manhã. Às cinco ou seis horas retomavam-se as atividades. Isto, dias e dias a fio, rodeados apenas de mar e céu. Vidas duras!

Nos dias atuais, Portugal importa praticamente todo o bacalhau salgado e seco que consome. Também importa muito bacalhau verde, que é salgado e curado nas próprias indústrias portuguesas, como a Riberalves, localizada em Torres Vedras.

O hábito de comer bacalhau veio para o Brasil com os portugueses, já na época do descobrimento. Mas foi com a vinda da corte portuguesa, no início do século XIX, que este hábito alimentar começou a se difundir. Data dessa época a primeira exportação oficial de bacalhau da Noruega para o Brasil, que aconteceu em 1843.

Na edição do Jornal do Brasil de 1891 está registrado que os intelectuais da época, liderados por Machado de Assis, reuniam-se todos os domingos em restaurantes do centro do Rio de Janeiro para comer um autêntico "Bacalhau do Porto" e discutir os problemas brasileiros. Mais de um século depois, ainda são muito comuns nos restaurantes especializados estes "almoços executivos", onde a conversa sobre negócios é feita saboreando um bom bacalhau.

Durante muitos anos o bacalhau foi um alimento barato, sempre presente nas mesas das camadas populares. Era comum nas casas brasileiras o bacalhau servido às sextas-feiras, dias santos e festas familiares. Após a 2ª Guerra Mundial, com a escassez de alimentos em toda a Europa, o preço do bacalhau aumentou, restringindo o consumo popular. Ao longo dos anos foi mudando o perfil do consumidor do bacalhau, e o consumo popular do peixe se concentrou, principalmente, nas principais festas cristãs: a Páscoa e o Natal.

Atualmente, o bacalhau está totalmente incorporado à cultura culinária brasileira. Todos os bons restaurantes oferecem em sua carta o nobre pescado, e o bolinho de bacalhau é preferência nacional nos bares e botequins.

A Igreja Católica, na época da Idade Média, mantinha um rigoroso calendário, onde os cristãos deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas "quentes". O bacalhau era uma comida "fria" e seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum. Com isso, passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo.

O rigoroso calendário de jejum foi aos poucos sendo desfeito, mas a tradição do bacalhau se mantém forte nos países de língua portuguesa até os dias de hoje, principalmente no Natal e na Páscoa, as datas mais expressivas da religião católica, onde se comemoram o Nascimento e a Ressurreição de Cristo.

Estamos falando sobre a tradição do bacalhau, mas não custa nada salientar que cada um têm a sua receita predileta. O Cristiano Ronaldo prefere o "Bacalhau à Brás", cuja receita em breve estarei postando para vocês.

E você, como prefere que seja preparado o seu bacalhau? Para falar a verdade, todas as receitas são deliciosas. Agora, imagine como seria a gastronomia sem esta deliciosa iguaria!

Se você leu o Livro "À procura da felicidade", deve saber que quando tive meu insight e minha visão de futuro, vendo-me trabalhando com gastronomia até o resto de minha vida, descobrindo, portanto, meu talento, dei início a pesquisas sobre o tema e criei uma série de “Apostilas” que foram meus primeiros estudos sobre gastronomia. 

Pois bem! Este E-Book é a "Apostila Coquetéis", a qual fala, obviamente, sobre “Coquetéis”. A apostila contêm o teor original de quando foi criada por mim em meu início de carreira, incluindo a capa, que apresenta o logotipo que teria meu primeiro restaurante, mas que não foi utilizado, pois decidi mais tarde pelo nome “Dupaolo”, como descrito em meu livro.

Nesta Apostila você vai encontrar: 

Histórico e utilidade dos coquetéis;
Tipos de coquetéis;
Equipamentos necessários para preparar coquetéis;
Bebidas que podem ser utilizadas para preparar coquetéis;
Calorias das bebidas;
Decoração para o preparo de coquetéis;
Tipos de copos;
Coquetéis clássicos mais famosos;
Receita e história dos principais coquetéis oficiais.

Seja para você que deseja aprender para degustar em casa com seus amigos, ou para você que deseja se profissionalizar nesta área, este E-Book será um ótimo aliado para seu aperfeiçoamento! 


Esta série de Info-Produtos é composta pelas seguintes apostilas:

Propriedades dos Alimentos II, dando um total de treze apostilas.

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